25 de janeiro de 2009

Mudança de endereço


Daqui para a frente o blog estará em outro lugar.

Esta mudança possibilitará oferecer alternativas para você que simplesmente lê os posts ou que é estudante da doutrina e quer aprender um pouco mais.

Fique à vontade, inclusive, para fazer comentários. E acompanhe as novas implementações que ainda farei.

Obrigado pela companhia. Estou te esperando lá.

10 de janeiro de 2009

Indissolubilidade do casamento


1. Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será
permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? Ele respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse:

- Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne? - Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus juntou.

Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse? - Jesus respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. - Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.)

2. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no inundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças. Daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais.

Assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo; noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta.

3. Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor.

Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais.

Quando tudo vai pelo melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e, quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são e muito felizes hão de ser.

Nem a lei civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei do amor, se esta não preside à união, resultando, freqüentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desgraça que se evitaria se, ao estabelecerem-se as condições do matrimônio, se não abstraísse da única que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: "Não sereis senão uma só carne", e quando Jesus disse: "Não separeis o que Deus uniu", essas palavras se devem entender com referência à união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.

4. Será então supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a
Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização; por isso, é útil, necessária, mas variável.

Deve ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como selvagem; nada, entretanto, nada absolutamente se opõe a que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina promanam dos prejuízos e não da lei civil. Esses prejuízos, se bem ainda vivazes, já perderam muito do seu predomínio no seio dos povos esclarecidos; desaparecerão com o progresso moral que, por fim, abrirá os olhos aos homens para os males sem conto, as faltas, mesmo os crimes que decorrem das uniões contraídas com vistas unicamente nos interesses materiais. Um dia perguntar-se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais moral: se encadear um ao outro dois seres que não podem viver juntos, se restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número de uniões irregulares.

Infância


Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar... Atirei o pau no gato tô tô...

Antônio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva...

Todos relembraram, não? Todos voltaram ao seu tempo de criança.

Lembraram os tempos de miúdos. As corridas pelos quintais, pelos campos; as furtivas puladas de muro para pegar fruta na casa do vizinho.

Muitos lembraram ainda das aventuras escolares. As aulas “furadas”. As provas de 2ª época.

Muitos lembraram dos “castigos” impostos pelos pais ou pelos educadores da época.

Muitos não se lembram disto: não tiveram infância alegre. Muitos foram subjugados em seus interesses de criança. Muitos outros poderão, ainda, ao ouvir estas antigas mais ainda vivas cantigas-de-roda, ter a lembrança de seus pais, ainda vivos.

Outros, ainda, poderão lembrar as passagens tristes: as quebras de braço ao cair de árvores mais altas ou de galhos mais finos; atropelamentos; ou mais drásticos ainda: a morte de algum colega de escola ou da rua.

Nada disso aconteceu por acaso. Tudo aconteceu por que? MAKTUB.

Outros, ainda, sentirão saudades. Outros, alegria pela vida que levaram; pelos estudos que foram proporcionados por seus pais ou através deles, ou através de educadores.

Muitos ainda, por falta de outro pensamento que possa ocorrer, choram, choram por não ter ajudado aos outros tanto quanto necessitavam.

Oh! Pai-do-céu, que bom que nos fizeste primeiro criança. Que bom ter sido você o Criador de tudo isto que está aqui à nossa volta. Oh! Pai, que bom ter sido Maria nossa primeira mãe!

Oh! Pai perdoa todos aqueles que ainda não conseguiram entender esta sublime sensação que brota do coração de TODAS as crianças.

Pai perdoa todos aqueles que ainda não olharam para o céu e viram o azul tão profundo que lá colocaste!

Pai perdoa todos aqueles que ainda não aprenderam a amar as crianças mesmo que esta seja sua prova maior.

Abençoa a todos nós, pois ainda deveremos manter dentro de nós esta criança, que um dia, materialmente fomos.

Texto publicado no livro: Histórias da Roça - 1ª edição - 2003
pelo espírito: Monteiro Lobato
na Casa de Catarina - RJ

8 de janeiro de 2009

Semente de fé


Você é uma semente e ainda não percebeu isto.

Você é a semente que nasceu do amor de teus pais mesmo que isto seja o resultado de um ato físico.

Você é todo um ser que pode ter a evolução de um frondoso jatobá. Mas poderá ter a singeleza de um pé de salsinha.

Cada qual terá sua evolução. E isto mostra que não deveis querer que a semente de salsinha possa produzir um frondoso jatobá. Muito menos que um jatobá possa ficar do tamanho de uma salsinha.

Assim, cada qual com a sua caminhada de acordo com os “registros” de cada um.

Assim, deveis estar sempre em condição de estar avaliando a tua conduta.

É esta uma das premissas de nossa Doutrina: o aprendizado para uma evolução consciente de forma a nos preparar para a vida eterna.

Aqui, entre os encarnados tendes a oportunidade de aprender e praticar todas estas coisas que muitos não dão a menor validade.

Aqui, entre os encarnados irás aprender a germinar mesmo sendo entre pedras “aparentemente” inóspitas.

Aqui, na Casa Espírita, aprenderás , se assim desejares, todas as lições para que este aprendizado possa se transformar em nova conduta de vida.

Aqui, aprenderás como é a vida na espiritualidade. Aqui aprenderás que este momento é mágico em sua existência.

Aqui aprenderás a ter a paz quem tanto tens procurado.

Aqui aprenderás a ter a alegria de viver aqui com mais amor ao próximo.

Aqui aprenderás a respeitar cada um como uma semente que tem vida própria e que se pudermos ajudá-la em sua evolução através do amor, do carinho, da presença, da palavra, poderemos ser mais felizes pois a felicidade está ai bem próxima da mão de cada um.

Procure esta semana dentro do seu coração para que esta “janelinha” possa sempre estar aberta tanto para entrar quanto para sair amor e paz.

Daqui a pouco estarás relembrando o nascimento de Jesus. Aproveitem este momento de alegria entre teus familiares e seja portador da palavra Dele para aqueles que estejam à tua volta.

Dê uma breve parada na comilança e beberragem tão comum entre vocês e façam, nem que seja uma prece de agradecimento pela tua mesa de natal. Mesmo que não agradeças por mais nada que já tenhas recebido, certamente o Pai e o Filho te agradecerão por este ato.

Que Deus ilumine a tua jornada, amigo de fé.

Mensagem ditada em: 09.12.1999
pelo espírito: João Evangelista
na Casa de Catarina - RJ

7 de janeiro de 2009

A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?


Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então, todos os povos serão irmãos. É assim que encontramos a resposta nO Livro dos Espíritos - Questão 743.

Dos grandes flagelos do mundo antigo salientavam-se dez que rebaixavam a vida humana:

A barbárie, que perpetuava os desregramentos do instinto.

A fome, que atormentava o grupo tribal.

A peste, que dizimava populações.

O primitivismo, que irmanava o engenho do homem e a habilidade do castor.

A ignorância, que alentava as trevas do espírito.

O insulamento, que favorecia as ilusões do feudalismo.

A ociosidade, que categorizava o trabalho à conta de humilhação e penitência.

O cativeiro, que vendia homens livres no mercado da escravidão.

A imundice, que relegava a resistência terrestre ao nível dos brutos.

A guerra, que suprime a paz e justifica a crueldade e o crime entre as criaturas.

* * *

Veio a política e, instituindo vários sistemas de governo, anulou a barbárie.

Apareceu o comércio e, multiplicando as vias de transporte, dissipou a fome.

Surgiu a ciência e exterminou a peste.

Eclodiu a indústria e desfez o primitivismo.

Brilhou a imprensa, proscreveu-se a ignorância.

Criaram-se o telégrafo sem fio e a navegação aérea, e acabou-se o insulamento.

Progrediram-se os princípios morais e o trabalho fulgiu como estrela na dignidade humana, desacreditando a ociosidade.

Cresceu a educação espiritual e, aboliu-se o cativeiro.

Agigantou-se a higiene e, removeu-se a imundice.

Mas nem a política, nem o comércio, nem a ciência, nem a indústria, nem a imprensa, nem a aproximação entre os povos, nem a exaltação do trabalho, nem, nem a evolução do direito individual e nem a higiene conseguem resolver o problema da paz, porquanto a guerra - monstro de mil faces que começa no egoísmo de cada um, que se corporifica na discórdia do lar e, se prolonga na intolerância da fé, na vaidade da inteligência e no orgulho das raças, alimentando-se de sangue e de lágrimas, violência e desespero, ódio e rapina, tão cruel entre as nações supercivilizadas do século 20, quanto já o era na corte obscurantista de Ramsés II - somente desaparecerá quando o Evangelho de Jesus iluminar o coração humano, fazendo que os habitantes da Terra se amem como irmãos.

É por isso que a Doutrina Espírita no-lo revela, atualmente, sob a luz da Verdade, fiel ao próprio Cristo que nos advertiu, convincentemente: - "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres."

4 de janeiro de 2009

Eclesiastes, 12


1 Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;

2 Antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;

3 No dia em que tremerem os guardas da casa, e se encurvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas;

4 E as portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura, e se levantar à voz das aves, e todas as filhas da música se abaterem.

5 Como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;

6 Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,

7 E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

8 Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade.

9 E, quanto mais sábio foi o pregador, tanto mais ensinou ao povo sabedoria; e atentando, e esquadrinhando, compôs muitos provérbios.

10 Procurou o pregador achar palavras agradáveis; e escreveu-as com retidão, palavras de verdade.

11 As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos, bem fixados pelos mestres das assembléias, que nos foram dadas pelo único Pastor.

12 E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.

13 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.

14 Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.

3 de janeiro de 2009

O que é a escola?


Para muitas pessoas é aquele prédio cheio de salas de aulas, carteiras, quadros-negros, professoras, diretora e alunos, evidentemente.

Para alguns, uma tosca tapera com alguns bancos e um que sabe mais, ali na frente a passar o seu conhecimento para os demais.

Para muitos, uma miragem. Algo que nem sabe o que é. São os alunos do analfabetismo e filhos da ignorância coletiva.

Mas a grande escola para a maioria está ai, diante de todos os olhos e ninguém a vê. É a própria vida.

Mas não basta dizer ah! É preciso entender a vida como a única e verdadeira escola. Ai o Criador colocou tudo que deverá ser aprendido por aqueles que por ai passam.

Existem tantas sabedorias a serem repassadas: a dos pássaros, das árvores, dos animais domésticos e enfim, dos frutos, das flores, das águas, dos ventos, das noites, dos alimentos... e por ai vai.

Quantos de vocês já tentaram acompanhar o processo da germinação, nascimento, criação e poda de um simples pé de salsinha? Quantos de vocês já acompanharam o tomateiro ou viram animais dando cria, dando-lhes os primeiros cuidados? Quantos de vocês já viram uma colméia “ao vivo”, uma aranha tecendo sua teia para o seu sustento? Quantos já dedicaram grande parte de seu tempo para acompanhar este aprendizado de paciência em busca do alimento.

Quantos de vocês já pararam para aprender com o pica-pau como furar o tronco de uma árvore ou com o joão-de-barro como constrói sua casa.

A calma e a estratégia de um animal selvagem para garantir o seu sustento.

E quem já olhou um “matuto” montar suas “engenhocas” para solucionar problemas do seu dia a dia que jamais passou pela cabeça de vocês.

Vamos para a escola?

Mensagem ditada em: sem data
pelo espírito: João Evangelista
na Casa de Catarina - RJ

2 de janeiro de 2009

Convite ao estudo


Agora todos vêm chegando. Ainda estão agitados como consequência de mais um dia agitado em suas vidas.

Muitas coisas têm influenciado este comportamento. Não só todo o planeta encontra-se em constante ebulição como também esta terra querida que é o Brasil.

As mudanças têm sido parte do que ainda está para acontecer. Ai estão chegando as influências da nova era.

Ai é que vocês começarão a sentir a espiritualidade aflorar mais fortemente junto de todos.

Agora os tempos vão chegando com maior velocidade junto aos olhos de vocês.

A espiritualidade tem encaminhado muitas orientações e chamamentos e a grande maioria ainda não se deu conta do que está acontecendo.

Existe a preocupação apenas com as coisas materiais que estão afetando o dia a dia de cada um.

Deveis procurar, sempre que possível à tarde, estudar um pouco mais sobre as manifestações dos espíritos entre vós.

Cada um de nós está buscando um espírito encarnado para através dele levar até vocês os acontecimentos que devem ser alertados.

Busqueis espiritualizar-se da maneira mais intensa possível.

Busqueis aprender um pouco mais sobre a relação com a espiritualidade como forma de intensificar esta relação.

Apenas aqueles que se chegarem a esta prática estarão sendo beneficiados com as graças da espiritualização esperada.

Os tempos estarão mostrando a vocês que a necessidade de relacionamento com o “mundo invisível” é mais do que necessária: é essencial.

Os livros ditos espíritas estão repletos de ensinamentos e orientações. Basta que cada um consiga aprender o mínimo necessário e todos já estarão a caminho de se beneficiar.

Que nosso Deus seja sempre louvado.

Mensagem ditada em: sem data
pelo espírito: João Evangelista
na Casa de Catarina - RJ